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Presidência do Conselho da UE propõe corte de €141 bi no orçamento 2028-2034

Presidência irlandesa propõe orçamento plurienal 2028-2034 de €1.622 bi, com corte de €141 bi (-8%) sobre a proposta da Comissão e redução de €308 bi vs Parlamento.

Presidência do Conselho da UE propõe corte de €141 bi no orçamento 2028-2034
Foto: RDNE Stock project (Pexels)

A presidência irlandesa do Conselho da União Europeia apresentou nesta sexta-feira uma proposta de orçamento plurienal para 2028–2034 no valor de €1.622 bilhões a preços constantes de 2025, definindo uma base para as negociações entre Estados‑membros, Comissão e Parlamento, segundo a ANSA. A chamada "negobox" reduz em €141 bilhões (cerca de 8%) a dotação sugerida pela Comissão e fica €308 bilhões abaixo das exigências aprovadas pelo Parlamento Europeu.

Principais pontos da proposta — orçamento UE 2028-2034, corte €141 bilhões

  • A presidência irlandesa apresentou uma bozza negoziale (denominada "negobox") que fixa o montante total do quadro financeiro plurianual 2028–2034 em €1.622 bilhões a preços constantes de 2025, segundo a ANSA.
  • O valor proposto representa um corte de €141 bilhões (-8%) em relação à proposta inicial da Comissão Europeia, colocando o documento como ponto de partida mais restritivo para as negociações.
  • Em comparação com a exigência do Parlamento Europeu, a proposta é menor em aproximadamente €308 bilhões, refletindo um desacordo claro entre as instituições sobre o nível de ambição do próximo quadro financeiro.
  • O ajuste orçamental incide inteiramente sobre as rubricas de políticas da União; o reembolso da dívida originada pelo NextGenerationEU é mantido em €149,3 bilhões, segundo a ANSA.

Receitas e medidas financeiras mantidas — recursos próprios UE

  • Apesar das reduções de gasto, a presidência irlandesa manteve as cinco novas fontes de recursos próprios (novos "own resources") propostas anteriormente pela Comissão para financiar parte do quadro 2028–2034, mesmo diante de reservas manifestadas por vários Estados‑membros.
  • Essas novas receitas próprias incluem:
    • uma contribuição calculada sobre grandes empresas;
    • receitas ligadas a produtos de tabaco e a resíduos eletrônicos;
    • e uma quota dos rendimentos do sistema de comércio de emissões (ETS) e do mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras (CBAM).
  • A manutenção dessas fontes mostra a tentativa de conciliar disciplina orçamental com mecanismos de financiamento considerados mais estáveis e associados a objetivos climáticos e fiscais da UE.

Relevância para brasileiros e descendentes — impactos diretos e indiretos

  • A matéria da ANSA não menciona impactos diretos sobre o Brasil nem efeitos específicos para comunidades de brasileiros ou para descendentes de italianos no exterior, conforme o próprio texto fonte.
  • Ainda assim, mudanças no orçamento da UE podem influenciar, a médio prazo, programas de cooperação internacional, acordos de pesquisa e mobilidade acadêmica, e fundos para migração e integração — elementos que potencialmente afetam cidadãos estrangeiros residentes na UE ou projetos de cooperação com países terceiros. A ANSA, porém, não detalha essas conexões nesta nota.
  • Para leitores interessados em temas ligados à imigração e cidadania, o Raízes Italianas acompanha desdobramentos institucionais relacionados à vida na Itália e políticas europeias — veja mais em /vida-na-italia e /cidadania. Atualizações sobre o tema também entram em /noticias.

Próximos passos e contexto institucional — presidência irlandesa e negociações

  • A proposta da presidência irlandesa foi formalmente enviada aos Vinte e Sete Estados‑membros como ponto de partida para as negociações entre Conselho, Comissão e Parlamento Europeanos, conforme descrito pela ANSA.
  • O documento tem caráter negociador e não vinculante: trata‑se de uma negobox destinada a orientar as próximas rondas de discussão no Conselho e as interações com o Parlamento, que deverá insistir nas suas reivindicações orçamentais.
  • O processo seguirá o roteiro habitual das negociações interinstitucionais do quadro plurianual, com a presidência irlandesa tentando construir maiorias no Conselho enquanto se articula a resposta do Parlamento e da Comissão.

Conclusão A proposta apresentada pela presidência irlandesa reduz de forma significativa as dotações para 2028–2034 em relação à Comissão e ao Parlamento, mantendo, porém, as fontes de financiamento adicionais sugeridas — um ponto central das negociações que agora se abrem entre as instituições europeias.

Fonte: ANSA

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