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Estudo revisa cinco grandes extinções: 3 foram mais graduais

Análise com IA de ~4 milhões de fósseis indica que 3 das 5 grandes extinções foram mais graduais, avaliando mais de 110 mil espécies em 540 Myr.

Estudo revisa cinco grandes extinções: 3 foram mais graduais
Foto: Daniel Ventura (CC BY-SA 3.0)

Um estudo que reavalia o ritmo das grandes extinções em massa conclui que três das cinco maiores quedas de biodiversidade podem ter ocorrido de forma mais gradual do que se supunha, com declínios lentos em vez de pulsações súbitas. A análise engloba quase quatro milhões de fósseis marinhos e estima tempos de aparecimento e extinção de mais de 110 mil espécies ao longo de 540 milhões de anos, segundo reportagem da ANSA divulgada em 22 de outubro de 2026.

Principais conclusões — extinções em massa e ritmo dos eventos

  • Três das cinco grandes extinções em massa analisadas mostram sinais de declínios prolongados na diversidade de espécies, em contraste com a imagem clássica de eventos cataclísmicos instantâneos.
  • Os autores afirmam que essa revisão da narrativa histórica pode alterar interpretações sobre causas e dinâmicas das crises biológicas do passado, destacando padrões de perda mais lentos que podem ter sido mascarados por lacunas no registro fóssil.
  • Segundo a ANSA, os resultados foram apresentados na reunião da Geological Society of America, em Denver, e divulgados no site da revista Nature, onde os autores discutem implicações para a paleobiologia e a conservação.

Metodologia e dados usados — fósseis marinhos, IA e OneStrata

  • A base de dados inclui cerca de 3,9 milhões de fósseis marinhos coletados em dezenas de milhares de sítios ao redor do mundo, cobrindo um intervalo de aproximadamente 540 milhões de anos.
  • Os pesquisadores aplicaram um novo modelo de inteligência artificial chamado OneStrata para inferir as datas de emergência (origem) e extinção de espécies a partir do registro fóssil incompleto.
  • Com o OneStrata, a equipe estimou tempos para mais de 110 mil espécies, permitindo reconstruções temporais de biodiversidade com resolução inédita para estudos em grande escala.
  • A abordagem combina modelagem estatística de registros esparsos e técnicas de aprendizado de máquina para reduzir vieses do registro fóssil, segundo os autores citados pela ANSA.

Equipe e divulgação — quem conduziu o estudo

  • A pesquisa foi conduzida por uma equipe liderada por pesquisadores da Nanjing University, com participação de cientistas chineses e colaboradores internacionais, conforme relatado pela ANSA.
  • Os resultados foram apresentados publicamente na conferência anual da Geological Society of America (GSA), em Denver, e também disponibilizados no site da revista Nature, onde a divulgação científica alcança maior audiência.
  • A combinação de grande base de dados e novo modelo computacional tornou possível escalar análises que antes ficavam restritas a estudos regionais ou grupos taxonômicos menores.

Relevância para leitores brasileiros e descendentes de italianos — biodiversidade e divulgação científica

  • A revisão do ritmo das extinções tem impacto direto no entendimento global da história da vida, informação de interesse para paleontólogos, conservacionistas e divulgadores científicos no Brasil.
  • Para o público brasileiro e a comunidade de descendentes de italianos, os resultados ilustram como dados de longo prazo e novas metodologias podem reformular narrativas científicas consagradas.
  • O uso de grandes conjuntos de fósseis e ferramentas como o OneStrata demonstra caminhos para projetos futuros de mapeamento e proteção da biodiversidade, inclusive em contextos nacionais.
  • Leitores interessados em relações entre ciência e sociedade podem encontrar cobertura correlata em seções como Notícias da Itália e reflexões sobre vida científica em Vida na Itália. Para temas sobre cidadania e conexões com a Itália, ver Cidadania Italiana.

Limitações e próximas etapas

  • Os autores reconhecem que inferências a partir do registro fóssil dependem de amostragem disponível e pressupostos do modelo; lacunas geográficas ou taxonômicas podem influenciar conclusões.
  • Estudos futuros deverão validar as conclusões do OneStrata com outras abordagens e ampliar a cobertura de fósseis terrestres e de grupos subrepresentados para testar a generalidade do padrão de extinção gradual.
  • A reinterpretação do ritmo das extinções pode estimular novas pesquisas sobre causas (climáticas, tectônicas, oceânicas) e sobre como sinais lentos de declínio se relacionam com fatores ambientais.

Conclusão A análise com IA de milhões de fósseis joga luz sobre um quadro mais complexo das grandes extinções: em três dos cinco casos estudados, a perda de diversidade parece ter sido um processo estendido, não apenas um corte abrupto. O trabalho, apresentado na GSA e divulgado pela Nature, abre caminhos para revisões históricas e para discussões sobre conservação de longo prazo.

Fonte: ANSA

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